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Vestir sem género: o futuro

Escrito em 04 de novembro de 2021

Vestir sem género: o futuro

Num mundo em constante mudança, depois de tantas décadas sem questionar a razão de se marcar e delimitar os géneros através do vestuário praticamente desde o nascimento, surge agora uma tendência que, embora inovadora, marca também um regresso a práticas ancestrais em que o desperdício não era lei – a roupa sem género.

Já ninguém se lembra, mas nas eras que nos antecederam, e quase até ao início do século XX, até determinada idade não havia género no vestuário infantil. A mesma roupa, artesanal e de cores neutras, vestia as crianças pequenas de igual, independentemente do sexo, sendo guardada e reutilizada de irmão para irmão em todas as classes sociais.

Um neutro inclusivo

Daí passou-se até à marcação ostensiva de género, muitas vezes ainda antes do nascimento. Mas já lá vão os tempos em que a regra de ouro era cor-de-rosa para a menina e azul para o menino. A tendência atual é neutra, mais versátil, na sua maioria em tons terra e de padrões simples, como as riscas ou o xadrez, para servir a utilidade a que se presta – vestir confortavelmente –, sem insistir na antiquada necessidade de demarcação de género desde tenra idade, promovendo assim a igualdade.

Na partilha está o ganho

Não é só de sustentabilidade que se trata quando falamos da passagem de peças de vestuário entre bebés e crianças. Investir em peças neutras com qualidade permite, de facto, a sua partilha redobrada, mantendo-as em uso durante o máximo tempo possível, sem condicionantes. Mas para além de poderem ser reutilizadas por bebés e crianças da família, ou entre amigos, abrem também a possibilidade de recuperar parte do investimento junto do mercado da roupa em segunda mão, que vai ganhando cada vez mais expressão na roupa infantil.

Vestir sem género: o futuro

Circular, em vez de desperdiçar

É já impossível ignorar os alertas da natureza em relação às alterações climáticas e os efeitos nefastos para os seres vivos já se fazem sentir. Não podemos mudar o mundo todo de uma vez, mas individualmente temos opções de eficácia sustentável que nos permitem fazer a nossa parte, minimizando o impacto no ambiente.

Contribuir para uma economia circular é quebrar com o ciclo de desperdício que tornou a indústria da moda numa das mais poluentes e exploradoras do mundo, muitas vezes recorrendo a trabalho ilegal e/ou infantil nos países mais pobres do globo.

A moda sustentável, em todas as suas formas, é o único investimento responsável para a proteção do ambiente e diminuição do nosso impacto no planeta.


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